Resumo: Confecções de Juruaia, Santa Cruz do Capibaribe e Cianorte vendem mais no digital porque precisaram se adaptar. Sem fluxo de loja garantido, desenvolveram processos de venda ativa que confecções de SP ainda não têm. A necessidade acelera a inovação.
Existe um paradoxo interessante no mercado de moda atacadista brasileiro: enquanto São Paulo concentra o maior volume de vendas presenciais, confecções de polos menores estão vendendo proporcionalmente mais através de canais digitais.
Juruaia. Santa Cruz do Capibaribe. Cianorte. Divinópolis. Fortaleza. Esses nomes podem não ter o glamour do Brás, mas estão silenciosamente dominando um jogo que muitas confecções paulistas ainda não entenderam.
O motivo? Necessidade. E necessidade é a mãe da inovação.
O paradoxo do fluxo garantido
Confecções do Brás e Bom Retiro têm um "problema" que a maioria sonharia em ter: filas na porta. Segundas e terças, lojistas de todo o Brasil lotam as lojas. É fácil ficar confortável quando o cliente vem até você.
Já confecções de outros polos não têm esse luxo. O fluxo presencial existe, mas não é suficiente para sustentar o crescimento. Cada cliente conta mais. Cada oportunidade precisa ser maximizada.
Percepção: Seu vendedor não está ocupado demais para fazer follow-up. Ele simplesmente não tem processo. Dar lista de clientes sem cadência é como dar GPS sem destino.
Essa pressão forçou confecções fora de SP a desenvolverem algo que muitas paulistas ainda não têm: processo de venda ativa.
O que os números mostram
Fonte: Panorama Leadster 2025
Esses números contam uma história clara: quem usa WhatsApp de forma estruturada converte mais. E confecções que dependem do digital aprenderam isso antes.
Os polos de moda que lideram a digitalização
O Brasil tem mais de 27 mil empresas de confecção distribuídas em 137 polos têxteis. Mas alguns se destacam pela adoção de tecnologia:
| Polo | Especialização | Nível de Digitalização |
|---|---|---|
| Santa Cruz do Capibaribe (PE) | Moda popular, jeans | Alto - investindo em IA e digitalização |
| Juruaia (MG) | Moda íntima (capital nacional) | Alto - forte presença digital |
| Cianorte (PR) | Jeans e moda casual | Médio-alto - catálogos digitais |
| Fortaleza (CE) | Moda praia, fitness | Alto - novo polo atacadista 2025 |
| Brás/Bom Retiro (SP) | Multisegmento | Variável - depende da confecção |
Fontes: Audaces, Polo da Moda Santa Cruz
Segundo o Polo da Moda de Santa Cruz, a cidade já está investindo em novas tecnologias, como digitalização dos processos e inteligência artificial para prever tendências de moda.
O que confecções digitalizadas fazem diferente
Acompanhando centenas de confecções no Tailor, identificamos um padrão claro entre as que mais crescem:
5 práticas das confecções tech-savvy
O que confecções de SP estão perdendo
Aqui está o ponto que poucos percebem: confecções do Brás e Bom Retiro estão sentadas em uma mina de ouro de clientes que já conhecem a marca, já compraram, já confiam.
Mas estão perdendo esses clientes por falta de processo digital.
Enquanto o vendedor do Brás espera o cliente voltar na próxima segunda, o vendedor de Juruaia - que nunca viu esse cliente presencialmente - está vendendo para ele pelo WhatsApp.
Segundo dados internos do Tailor, 67% dos clientes B2B que param de comprar o fazem por falta de contato, não por insatisfação. Eles simplesmente compram de quem apareceu primeiro.
A matemática do cliente esquecido
Faça a conta:
- Cliente médio compra 4x por ano
- Se seu vendedor esquece 1 follow-up, você perde 25% do faturamento desse cliente
- Com 100 clientes ativos, isso representa R$ 180k/ano evaporando
Quanto sua confecção está perdendo?
Calcule o impacto dos clientes esquecidos no seu faturamento.
Usar Calculadora GratuitaComo começar a digitalização
Se você está em SP com fluxo de loja forte, a boa notícia: você tem uma vantagem que confecções de outros polos gostariam de ter. Clientes que já te conhecem.
A má notícia: se você não ativar esses clientes digitalmente, vai perder para quem faz isso.
Primeiro passo: mapeie sua base
Antes de qualquer ferramenta, responda:
- Quantos clientes compraram nos últimos 12 meses?
- Quantos estão há mais de 60 dias sem comprar?
- Qual o ticket médio desses clientes inativos?
Só com essas 3 respostas você já sabe o tamanho da oportunidade.
Segundo passo: estruture o processo antes da ferramenta
Tecnologia sem processo é só custo. Defina:
- Com qual frequência cada cliente deve ser contatado?
- Quem é responsável por cada carteira?
- Qual a cadência de follow-up após envio de catálogo?
Terceiro passo: escolha ferramenta que automatize o processo
Com o processo definido, a ferramenta certa faz o trabalho pesado. Um CRM especializado para atacado deve:
- Integrar com seu ERP (Dapic, Mire, TOTVS, etc.)
- Centralizar WhatsApp com histórico de compras
- Gerar alertas automáticos de clientes em risco
- Criar tarefas de follow-up sem digitação
Conclusão
Não é sobre ter ou não ter fluxo de loja. É sobre ter ou não ter processo.
Confecções de polos menores entenderam isso por necessidade. Confecções de SP podem entender por estratégia - e sair na frente da concorrência que ainda depende só do presencial.
Tecnologia não substitui relacionamento. Potencializa. E quem entendeu isso primeiro foram justamente os que mais precisavam.
A pergunta é: você vai esperar precisar, ou vai agir enquanto ainda é uma vantagem competitiva?
Quer ver como funciona na prática?
Agende uma demonstração e veja como confecções estão vendendo mais com tecnologia.
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